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Mostrando postagens de junho, 2026

A verticalização urbana e os impactos dos adensamentos paisagísticos nas microssociedades condominiais em relação às arboviroses

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Por Alessandra Leles Rocha   A verticalização urbana, através das microssociedades condominiais, promoveu o adensamento paisagístico em seus espaços, merecendo uma atenção e uma gestão especial em relação a uma possível proliferação de arboviroses 1 como a Dengue, a Zika e a Chikungunya. Ainda há quem não tenha se dado conta desse fenômeno; mas, a verticalização e o adensamento paisagístico exigem que condomínios atuem como agentes de saúde pública. Afinal, áreas comuns, tais como calhas, garagens, fontes e jardins internos, tornam-se locais ideais para a proliferação de mosquitos causadores de arboviroses, como é o caso do Aedes aegypti . Daí a importância de haver manutenção e fiscalização constantes por parte da gestão condominial. Isso acontece com a limpeza quinzenal de calhas, lajes, ralos e fossos de elevador para evitar o acúmulo de água. Com o descarte de bromélias ou outras plantas que acumulam água na axila das folhas; bem como, com a colocação de areia em va...

Verticalização urbana. Microssociedades condominiais. Questões de saúde pública e emergências sanitárias.

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Por Alessandra Leles Rocha   A pandemia de COVID-19, que abrangeu o período de março de 2020 a maio de 2023, foi um marco importante para a raça humana, na contemporaneidade, sob diferentes aspectos. A crise exigiu um esforço científico sem precedentes, alterou a dinâmica do mercado de trabalho, impactou a saúde mental global, expôs desigualdades sociais e, sobretudo, desconstruiu o modelo de organização socioespacial vigente. Sim, a localização e a organização geográfica; bem como, a classe social, ditaram as chances de sobrevivência. Enquanto as áreas com infraestrutura permitiram o isolamento social, as periferias enfrentaram dificuldades severas devido ao alto adensamento populacional, à dependência do trabalho informal e à ausência de políticas públicas efetivas. Ruas e espaços abertos foram ressignificados para garantir o distanciamento, mas houve também a valorização de áreas verdes e a busca por moradias maiores, movimentando novos fluxos para regiões menos povoadas...

Verticalização urbana. Microssociedades condominiais. Consumo energético.

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  Por Alessandra Leles Rocha   Com todo o burburinho a respeito do fenômeno El Niño, cujas projeções climáticas indicam 96% de chance dele se manter ativo no final de 2026 e início de 2027, o que eleva a probabilidade de ondas de calor extremo, secas prolongadas e chuvas severas em diferentes regiões do Brasil e do mundo, o assunto desse texto se torna de suma importância. Por quê? Bem, por várias razões. Viver sob a batuta da contemporaneidade implica necessariamente estar imerso em uma sociedade de consumo, inclusive, de energia.  A sociedade contemporânea intensificou a demanda energética ao promover a obsolescência programada, a digitalização massiva e a hiperprodução. É, poucas pessoas se dão conta de como a fabricação, o transporte, o uso e o descarte de bens materiais consome quantidades enormes de energia, dado o velho e já conhecido modelo linear de extrair, produzir e descartar, o qual maximiza o desperdício energético em toda a cadeia produtiva. Além disso, o a...

Verticalização urbana. Microssociedades condominiais. Auditorias fiscais e contábeis.

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Verticalização urbana. Microssociedades condominiais. Auditorias fiscais e contábeis.   Por Alessandra Leles Rocha   A contemporaneidade é reconhecida pela pressa, pelo imediatismo, pelo volume de afazeres e obrigações, que tendem a dificultar, em muitos momentos, o processo comunicativo entre as pessoas. E na esteira desse processo, a expansão da verticalização urbana através das microssociedades condominiais, com seu adensamento populacional diverso e plural, impõe uma reflexão mais profunda em relação aos aspectos comunicativos quando impactam diretamente à dinâmica orçamentária. Em tese, todo condômino deveria acompanhar a gestão orçamentária do espaço onde reside. Seja por meio dos balancetes mensais disponibilizados no próprio boleto da taxa ordinária. Seja comparecendo à Assembleia Geral Ordinária (AGO), que é uma reunião anual obrigatória para deliberar sobre assuntos administrativos e financeiros de rotina, como a aprovação de contas e a previsão orçamentá...

Como a verticalização urbana trouxe para as microssociedades condominiais a perícia judicial para a resolução de conflitos

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Por Alessandra Leles Rocha   Não deveria ser assim, mas em razão da dificuldade dialógica contemporânea, a resolução de conflitos inevitavelmente acaba fluindo pelos caminhos da judicialização. No intuito de trazer imparcialidade para as discussões, promovendo uma análise fática ao contrário de uma expressão emocional dos acontecimentos, a determinação de uma perícia por pare do judiciário é sempre um bom caminho. Por quê? Simplesmente, porque ela traz segurança jurídica e neutralidade para a resolução de disputas. Afinal, o (a) perito (a) é um profissional, dotado de conhecimento técnico-científico, nomeado pelo juiz, sem vínculo com nenhuma das partes, o que elimina a desconfiança de favorecimento. Desse modo, o trabalho pericial produz uma prova técnica irrefutável, fornecendo o diagnóstico exato da causa e da responsabilidade. Por isso, as perícias não só orientam o juiz, que geralmente não possui conhecimentos técnicos específicos sobre o assunto, mas contribuem pa...

Verticalização urbana e a dinâmica dos resíduos sólidos nas microssociedades condominiais (Parte II)

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Por Alessandra Leles Rocha   Em continuação ao texto anterior, há certos aspectos na dinâmica dos resíduos sólidos nas microssociedades condominiais que são de suma importância. Começando pelo tipo de resíduos predominam em razão do processo de verticalização urbana. O tipo mais comum, então, é a matéria orgânica que inclui restos de comida, cascas de frutas e legumes, folhas de verduras, pó de café, chá e outros. Como se decompõem rapidamente, o manejo apresenta exigências menos rigorosas, apesar de que certos cuidados não podem ser esquecidos. Afinal, se trata de matéria orgânica em decomposição. De modo que esse tipo de resíduo libera um líquido escuro, de odor forte e altamente poluente, em razão da degradação e do apodrecimento de matéria orgânica, chamado chorume . E ele pode atrair pragas urbanas e silvestres, criando um risco direto à saúde pública e ao meio ambiente. Moscas varejeiras e domésticas, por exemplo, transmitem doenças como salmonela, cólera, poliomielite e infe...

Verticalização urbana e a dinâmica dos resíduos sólidos nas microssociedades condominiais

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Por Alessandra Leles Rocha   Até a Revolução Industrial, na segunda metade do século XVIII, os resíduos eram quase exclusivamente orgânicos, tais como restos de alimentos, cinzas, detritos. De modo que eles eram facilmente absorvidos pela natureza e, eventualmente, em razão do acúmulo em determinados locais, potencializavam epidemias. Acontece que os resíduos de natureza orgânica têm capacidade de atrair certos animais e insetos, causadores de doenças, algumas delas graves ou até letais. E a razão disso é simples: as três condições ideais para a sua sobrevivência e reprodução : água , proveniente de poças ou recipientes descartados; abrigo , em entulhos ou espaços escuros; e, alimentos , oriundos dos próprios resíduos orgânicos expostos. Daí a necessidade de implementar ações básicas como acondicionar o lixo em sacos resistentes, manter lixeiras tampadas, remover focos de água parados e realizar a limpeza regular de quintais a fim de impedir a fixação e a atenção dessas espécies. ...

VERTICALIZAÇÃO. MICROSSOCIEDADES CONDOMINIAIS. DESAFIOS SOCIAIS.

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VERTICALIZAÇÃO. MICROSSOCIEDADES CONDOMINIAIS. DESAFIOS SOCIAIS.   Por Alessandra Leles Rocha   A verticalização urbana na medida em que forma as microssociedades condominiais inevitavelmente passa a expressar uma série de desafios. Afinal, esse modelo de organização socioespacial intensifica o adensamento, exigindo uma gestão complexa em razão das tensões, desgastes e sobrecarga na infraestrutura interna e externa. Desse modo, o primeiro aspecto a se destacar é a governança e a convivência. Como qualquer espaço social, as microssociedades condominiais precisam de regras claras e capazes de atender a diversidade e a pluralidade de seus habitantes. São elas que permitem não só harmonizar a convivência como, também, garantir que os direitos de um morador não interfiram nos direitos dos outros. E que regras são essas? A mais importante está descrita na Convenção de Condomínio, cuja aprovação exige 2/3 dos proprietários e trata de regras estruturais, taxa de despesas, ...