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Verticalização urbana. Microssociedades condominiais. As implicações jurídico-administrativas da não realização da Assembleia Geral Ordinária (AGO).

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Por Alessandra Leles Rocha   A contemporaneidade tem se expressado cada vez mais por uma dinâmica frenética, cheias de compromissos, de afazeres; mas, quando o assunto é a gestão das microssociedades condominiais a pressa precisa ceder lugar à atenção, à responsabilidade e à legislação vigente. De modo que as assembleias 1 2 têm um papel fundamental para manter a dinâmica desses locais em dia. E nesse contexto, a Assembleia Geral Ordinária (AGO) é a reunião anual mais importante de um condomínio. Tanto que ela é exigida pelo Código Civil brasileiro, pelo fato de sua pauta obrigatória prever a prestação de contas do ano anterior, a previsão orçamentária para os próximos 12 meses, e no caso dos mandatos finalizados de síndico (a) e conselheiros (as) proceder à eleição dos novos ocupantes desses cargos.   Mas, e se ela não for realizada, conforme estabelece a Lei? Do ponto de vista jurídico-administrativo, a não realização da Assembleia Geral Ordinária (AGO) condomi...

Verticalização urbana. Microssociedades condominiais. Como esses novos espaços sociodemográficos podem potencializar a responsabilidade social.

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Por Alessandra Leles Rocha   Olhando para a franca expansão da verticalização urbana e a formação das microssociedades condominiais, é inevitável perceber como esses espaços sociodemográficos podem potencializar o exercício da responsabilidade social , dentro de diferentes formas. Aos que ainda não conhecem ou compreendem, a responsabilidade social significa o compromisso ético e voluntário de indivíduos e organizações em promover o bem-estar da sociedade e do meio ambiente. Portanto, o objetivo central é garantir que as decisões e atividades tomadas gerem um equilíbrio positivo para o planeta e para a população. Como as microssociedades condominiais são um recorte da própria sociedade em si, é inevitável que a responsabilidade social possa fazer parte da paleta de práxis dos seus habitantes. Afinal, quando os (as) moradores (as) se conscientizam de que a gestão do espaço compartilhado impacta a comunidade e o meio ambiente, a responsabilidade social deixa de ser um conceit...

Verticalização urbana. Microssociedades condominiais. Uma análise sobre a importância da gestão do abastecimento de água nesses espaços sociodemográficos.

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Por Alessandra Leles Rocha   A verticalização urbana ao propiciar o adensamento populacional, a partir das microssociedades condominiais, enfrenta alguns desafios que merecem atenção e reflexão por parte de todos. O abastecimento de água é um deles. Por quê? Queira você aceitar ou não, a água é considerada o principal desafio do século XXI devido à combinação entre escassez hídrica, crescimento populacional, mudanças climáticas e poluição generalizada. Portanto, esse cenário ameaça à segurança alimentar, a saúde pública e a estabilidade econômica global. Os principais fatores que intensificam essa crise incluem a rápida urbanização e o crescimento populacional das cidades; o aquecimento global que altera o ciclo hidrológico, provocando secas prolongadas em algumas regiões e tempestades severas em outras, o que torna a oferta de água doce imprevisível; o descarte inadequado de efluentes industriais, o esgoto doméstico e os resíduos químicos que contamina rios e aquíferos, t...

Verticalização urbana. Microssociedades condominiais. O papel do Letramento Condominial para a gestão e as relações humanas.

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Por Alessandra Leles Rocha   Durante muito tempo, um dos aspectos mais básicos do desenvolvimento intelectual cognitivo humano era a alfabetização. Essa capacidade de ler, interpretar e escrever foi um divisor de águas que permitiu à humanidade externalizar o conhecimento, preservar a memória e transmitir ideias complexas através das gerações. Desse modo ela remodelou o cérebro humano, criando novas conexões neurais associadas à linguagem e ao pensamento abstrato. Acontece que em algum momento da história viu-se que somente ela era insuficiente para atender todas as demandas sociorrelacionais da humanidade.   Então, a partir da década de 1950, impulsionados por organizações internacionais como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), que buscavam medir e combater o analfabetismo funcional 1 , cientistas e pesquisadores criaram o conceito de literacy (letramento 2 ), o qual representa o estado ou a condição de quem sabe fazer o u...

Verticalização urbana. Microssociedades condominiais. A importância das atas das assembleias e os cuidados na sua redação.

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Por Alessandra Leles Rocha   O ser humano é um ser de múltiplas linguagens. Ele se expressa pela linguagem oral, escrita, corporal, gestual, artística, digital e simbólica. O que significa que o aprendizado e a comunicação com o mundo não se dá apenas por um caminho, mas pela exploração sensorial, lúdica e expressiva. No entanto, quando se faz uma análise em relação ao papel das linguagens dentro de determinados contextos, elas tendem a se priorizar por essa ou aquela forma. Veja, por exemplo, a sua manifestação dentro do recorte socioespacial das microssociedades condominiais. Nesses lugares é claramente perceptível a predominância da linguagem oral e escrita; sobretudo, pelos (as) gestores (as), em razão da necessidade fundamental de uma comunicação institucional a fim de evitar conflitos e mal-entendidos. Na perspectiva da linguagem oral , ela é parte integrante e integrada da dinâmica cotidiana das microssociedades condominiais, estabelecendo pontes comunicativas entre moradore...

Verticalização urbana. Microssociedades condominiais. A cidadania condominial e os problemas derivados do racismo e outros preconceitos.

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Por Alessandra Leles Rocha   Enquanto recorte social da população, o adensamento manifesto pelas microssociedades condominiais retrata toda a diversidade e a pluralidade social existente no país. No entanto, as marcas da historicidade nacional ainda reverberam na contemporaneidade se tornando um desafio para a cidadania condominial, no que diz respeito à manutenção de uma convivência e de uma coexistência harmônica e pacífica, dada a existência de manifestações racistas e de outros preconceitos nesses espaços sociais. Desse modo, o ponto de partida para uma construção saudável das relações humanas é nomear corretamente o que atravessa e recorta esse processo. Assim, a expressão cidadania condominial significa o exercício consciente e responsável dos direitos e deveres por parte de quem vive ou administra um condomínio. De modo que ela está baseada na convivência, no respeito e na participação democrática dentro do espaço das microssociedades condominiais.   O que si...